quinta-feira, 29 de abril de 2010

"não há outro amor, este é o máximo amor, o incrível. (...) os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomesticos à corrente (se desligarmos da ficha eles apagam-se).(...)este amor deixa-nos com suores frios por fora e dá-nos um tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo" 

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O GRANDE DIA - 14/04/2010

Nunca sabemos que o grande dia da nossa vida será o grande dia. Aqueles que achamos que vão ser grandes dias nunca são tão importantes como pensamos. São os dias comuns, aqueles que começam normalmente, que acabam por ser os grandes dias. Só sabemos reconhecê-lo quando acontece, só quando estamos a vivê-lo. O dia em que nos comprometemos com algo ou com alguém, o dia em que nos partem o coração, o dia em que conhecemos a nossa alma gémea, o dia em que percebemos que não há tempo suficiente, porque não vivemos para sempre. São esses os grandes dias. Hoje foi um dia grande para mim. Hoje a minha vida recomeça. Hoje torno-me numa mulher, torno-me numa namorada. Hoje torno-me responsável para com outra pessoa que não eu. Hoje torno-me responsável para contigo, para com o nosso futuro, para com todas as possibilidades que isto tem para oferecer. Estamos juntos para qualquer coisa, para tudo, para enfrentar a vida, para enfrentar o amor, para enfrentar a possibilidade e a responsabilidade.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Guardo para sempre a imagem que tinha dele quando ainda perseguia um sonho e se deixava comandar pelas suas vontades e, no meu interior, recuso-me a aceitar as transformações que ocorreram na sua vida e que o tornaram numa pessoa totalmente distinta. Pensava que enquanto o amor subsistisse as coisas não se alterariam, e acabei por não acompanhar a mudança drástica de personalidade que ele experimentou. Continuo a acreditar nos sonhos e na força das atitudes próprias em que ele se deixou de crer há muito tempo.


domingo, 11 de abril de 2010

O amor é cego, mas para além da cegueira embrutece. Para lá de uma relação a dois e de duas vidas que se fundem numa só, continuam a existir dois seres com mentes, vontades e atitudes distintas, onde basta um só para quebrar todo o elo

quinta-feira, 8 de abril de 2010

somos o que sonhamos ser e esse sonho não é tanto uma meta, é mais uma energia. Cada dia é uma crisálida, cada dia traz uma metamorfose. Caímos, levantamo-nos... Todos os dias a vida começa de novo. A vida é um acto de resistência e de reexistência. Vivemos, revivemos, mas tudo isso deixa memórias. Somos o que lembramos. A memória é o nosso lar nómada. Como as plantas ou as aves migratórias, as lembranças têm a estratégia da luz. Caminham para a frente, tal como um remador que rema de costas para ver melhor. Há uma dor parecida à dor de dentes, à perda física, que é perder uma lembrança que amamos. Essas são as fotos imprescindíveis do álbum da vida. Por isso, há um tipo de melancolia que não prende, mas sim que nutre a liberdade. É nessa melancolia, como na espuma das ondas, que se realizam os sonhos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

 "Raindrops will always be falling on our heads but they won't defeat us"

 F.

quinta-feira, 1 de abril de 2010


s vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem dizer nada, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer. e mesmo que a voz trema por dentro há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração a bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido e esperar... esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade. às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e que afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e que um dia também teve o seu fim. às vezes mais vale desistir do que insistir, anular do que desejar, arrumar do que cultivar, esquecer do que querer. no ar ficará sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que deveria ser, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, melhor. às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo e voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e mandar tudo borda fora, queimar as cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo e a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora. às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. e partir para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer , investir... porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho mesmo que não haja caminho, porque o caminho se faz a andar. o sol, o vento, o céu e o mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza de que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. 
quem fica, fica a ver, a pensar, a lembrar. até se conformar e um dia então, ESQUECER."

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