quinta-feira, 8 de abril de 2010

somos o que sonhamos ser e esse sonho não é tanto uma meta, é mais uma energia. Cada dia é uma crisálida, cada dia traz uma metamorfose. Caímos, levantamo-nos... Todos os dias a vida começa de novo. A vida é um acto de resistência e de reexistência. Vivemos, revivemos, mas tudo isso deixa memórias. Somos o que lembramos. A memória é o nosso lar nómada. Como as plantas ou as aves migratórias, as lembranças têm a estratégia da luz. Caminham para a frente, tal como um remador que rema de costas para ver melhor. Há uma dor parecida à dor de dentes, à perda física, que é perder uma lembrança que amamos. Essas são as fotos imprescindíveis do álbum da vida. Por isso, há um tipo de melancolia que não prende, mas sim que nutre a liberdade. É nessa melancolia, como na espuma das ondas, que se realizam os sonhos.

2 comentários:

  1. tens razão a amizade devia falar mais alto, e eu achava que estava a falar, mas quando tenho uma pequena esperança de recuperar os pequenos momentos desta amizade perdida, parece que algo acontece do lado oposto do fio que guia a amizade e tudo volta ao zero. e a esperança, essa vai esmorecendo. MAS RESTA O MELHOR DE TUDO, AS MEMÓRIAS. (belo texto, acho que o li no momento exacto :))

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